"Peço-vos, portanto: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Para isso, sacrificai tempo! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o enquanto casal se estiverdes a namorar, formai grupos de estudo e redes sociais, partilhai-o entre vós na Internet! Permanecei deste modo num diálogo sobre a vossa fé!" (Papa Bento XVI)
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Prof. Carlos Ramalhete e a Missa das Crianças
Criança não racionaliza, consegue perceber melhor que a gente não só o Mistério dos ofícios solenes, como o paternalismo insultante das "missas para criança". Criança odeia ser tratada como imbecil.
Aliás, das duas uma: ou eles vão ficar prestando atenção em musiquinha e palminha-bate e vão ignorar o Mistério, ou vão perceber o Mistério e ficar irritados com palminha-bate e tatibitate.
A melhor Missa pra criança é a mais solene, com canto gregoriano, incenso, trocentos acólitos, sinos que parecem vir de todos os lugares ao memso tempo, etc.
http://www.salvemaliturgia.com/2012/02/prof-carlos-ramalhete-e-missa-das.html
Evangelho e Comentário da Quarta-feira da 1ª semana da Quaresma
Evangelho segundo S. Lucas 11,29-32.
Naquele tempo, aglomerava-se uma grande multidão à volta de Jesus e Ele começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado sinal algum, a não ser o de Jonas.
Pois, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração.
A rainha do Sul há-de levantar-se, na altura do juízo, contra os homens desta geração e há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; ora, aqui está quem é maior do que Salomão!
Os ninivitas hão-de levantar-se, na altura do juízo, contra esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; ora, aqui está quem é maior do que Jonas.»
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 37; PL 52, 304-306
Naquele tempo, aglomerava-se uma grande multidão à volta de Jesus e Ele começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado sinal algum, a não ser o de Jonas.
Pois, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração.
A rainha do Sul há-de levantar-se, na altura do juízo, contra os homens desta geração e há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; ora, aqui está quem é maior do que Salomão!
Os ninivitas hão-de levantar-se, na altura do juízo, contra esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; ora, aqui está quem é maior do que Jonas.»
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 37; PL 52, 304-306
O sinal de Jonas
Toda a história de Jonas no-lo revela como uma prefiguração perfeita do Salvador. [...] Jonas desceu a Jope para apanhar um barco com destino a Tarsis [...]; o Senhor desceu do céu à terra, a divindade à humanidade, a Potestade soberana desceu até à nossa miséria [...], para embarcar no navio da Sua Igreja [...].
É o próprio Jonas que toma a iniciativa de se deitar ao mar: «Pegai em mim e lançai-me ao mar»; anuncia, assim, a paixão voluntária do Senhor. Quando a salvação de uma multidão depende da morte de um só, essa morte está nas mãos do homem que tem o poder de a atrasar, ou, pelo contrário, de a apressar, antecipando-se ao perigo. Todo o mistério do Senhor está aqui prefigurado. Para Ele, a morte não é uma necessidade; releva da Sua livre iniciativa. Escutai-O: «Ninguém Ma tira, mas sou Eu que a ofereço livremente. Tenho poder de a oferecer e poder de a retomar» (Jo 10,18) [...]
Reparai no enorme peixe, imagem horrível e cruel do inferno. Ao devorar o profeta, sente a força do Criador [...] e oferece com medo, a este viajante vindo do alto, a permanência nas suas entranhas. [...] E, três dias depois, [...] dá-o à luz, para o dar aos pagãos. [...] Foi este o sinal, o único sinal, que Cristo consentiu em dar aos escribas e aos fariseus (Mt 12,39), para lhes fazer compreender que a glória que esperavam lhes viesse de Cristo iria também voltar-se para os pagãos: os ninivitas são o símbolo das nações que creram n'Ele. [...] Que felicidade para nós, meus irmãos! Nós veneramos, vemos e possuímos, face a face e em toda a Sua verdade, Aquele que tinha sido anunciado e prometido simbolicamente.
É o próprio Jonas que toma a iniciativa de se deitar ao mar: «Pegai em mim e lançai-me ao mar»; anuncia, assim, a paixão voluntária do Senhor. Quando a salvação de uma multidão depende da morte de um só, essa morte está nas mãos do homem que tem o poder de a atrasar, ou, pelo contrário, de a apressar, antecipando-se ao perigo. Todo o mistério do Senhor está aqui prefigurado. Para Ele, a morte não é uma necessidade; releva da Sua livre iniciativa. Escutai-O: «Ninguém Ma tira, mas sou Eu que a ofereço livremente. Tenho poder de a oferecer e poder de a retomar» (Jo 10,18) [...]
Reparai no enorme peixe, imagem horrível e cruel do inferno. Ao devorar o profeta, sente a força do Criador [...] e oferece com medo, a este viajante vindo do alto, a permanência nas suas entranhas. [...] E, três dias depois, [...] dá-o à luz, para o dar aos pagãos. [...] Foi este o sinal, o único sinal, que Cristo consentiu em dar aos escribas e aos fariseus (Mt 12,39), para lhes fazer compreender que a glória que esperavam lhes viesse de Cristo iria também voltar-se para os pagãos: os ninivitas são o símbolo das nações que creram n'Ele. [...] Que felicidade para nós, meus irmãos! Nós veneramos, vemos e possuímos, face a face e em toda a Sua verdade, Aquele que tinha sido anunciado e prometido simbolicamente.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Semana Catequética 2012
A Pastoral Catequética da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima - Santuário promove, durante os dias 27, 28 e 29 de Fevereiro e 01 e 02 de Março, a Semana Catequética, cujo o Tema é: "Os dois discípulos de Emaús".
A Programação é a seguinte:
No dia 27 - Comunicação Catequética com Graça Medeiros;
dia 28 - Liturgia das Horas (Oficio Divino) com Ir. Cecília, SdV (http://www.sementesdoverbo.org.br/pt-br/);
dia 29 - Leitura Orante (Lectio Divina) com Ir. Lourdes Silva, fsp;
dia 01 - Eucaristia e Serviço com Mons. Possidonio, pároco;
e dia 02 - Ano da Fé (Porta Fidei) com Prof. Ricardino Lassadier (http://professorlassadier.blog.com/).
Local: Auditório do CEFAT (Centro de Evangelização de Fátima).
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Curso - Teologia mística e dons carismáticos
Participem do Curso de Teologia Mística e Dons Carismáticos que o site http://padrepauloricardo.org está promovendo!
Para ter acesso a esse curso você precisa ser sócio do site!
Para associar-se vá a esta página http://padrepauloricardo.org/login/?action=register
Não existe Amor sem Conhecimento! Forma-se!
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48 – Parresía: “Teólogos da corte”
http://padrepauloricardo.org/audio/48-parresia-teologos-da-corte
Quando foi que a Igreja Católica deixou de ser, no Brasil, a instância profética que questiona? Em que momento ela foi seduzida e tornou-se uma Igreja composta por teólogos da corte — aqueles que compõe o séquito do novo Príncipe, o Partido dos Trabalhadores? Quando foi que ela deixou de ser defender a fé católica e passou a aceitar e a justificar as atitudes do Príncipe? Para onde foi a Igreja Católica do Brasil?
O católico verdadeiro não pode apoiar um governo que não tem ética cristã, que não tem o pudor de promover todo tipo de imoralidade que visa destruir a família, a moral cristã e a herança patrimonial cristã sobre a qual foi construída a nação brasileira. Os teólogos da corte que não temem mais o juízo de Deus, pois deixaram de crer há muito tempo, mas devem temer o julgamento da História, esta sim, irá julgá-las com severidade e, quiçá, condená-los. Afinal, eles buscam retirar do mundo a transcendência.
O único sentimento que o silêncio vil e a covardia produz nos verdadeiros católicos é a vergonha. Vergonha desses teólogos da corte!
Quando foi que a Igreja Católica deixou de ser, no Brasil, a instância profética que questiona? Em que momento ela foi seduzida e tornou-se uma Igreja composta por teólogos da corte — aqueles que compõe o séquito do novo Príncipe, o Partido dos Trabalhadores? Quando foi que ela deixou de ser defender a fé católica e passou a aceitar e a justificar as atitudes do Príncipe? Para onde foi a Igreja Católica do Brasil?
O católico verdadeiro não pode apoiar um governo que não tem ética cristã, que não tem o pudor de promover todo tipo de imoralidade que visa destruir a família, a moral cristã e a herança patrimonial cristã sobre a qual foi construída a nação brasileira. Os teólogos da corte que não temem mais o juízo de Deus, pois deixaram de crer há muito tempo, mas devem temer o julgamento da História, esta sim, irá julgá-las com severidade e, quiçá, condená-los. Afinal, eles buscam retirar do mundo a transcendência.
O único sentimento que o silêncio vil e a covardia produz nos verdadeiros católicos é a vergonha. Vergonha desses teólogos da corte!
72 – É proibido ajoelhar-se durante a consagração?
http://padrepauloricardo.org/audio/6747
Assim está escrito: “para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor.” (Fl 2,10) Ora, o momento da consagração eucarística é o mais solene, o mais importante da vida do cristão. Ele faz memória, ou seja, traz para o presente, o sacrifício de Jesus. A imolação do Cordeiro. A Nova Aliança. A remissão dos pecados. Nada há de mais importante na vida do cristão católico que a celebração da Santa Missa e, por conseguinte, a consagração. Portanto, ajoelhar-se nesse momento e adorar Aquele que é, deveria ser tão natural quanto respirar.
Por que, então, surge a tendência entre os liturgistas de que não é necessário mais ajoelhar-se no momento da consagração eucarística? Alguns alegam razões históricas, razões contrárias à Tradição e tentam, de diversas maneiras, justificar o que não tem justificativa. Eles têm razões, mas não tem razão. A liturgia é regida por leis e estas leis devem ser obedecidas, tudo o mais se torna irrelevante diante dessa realidade.
Assim, é preciso analisar se essa nova tendência provém de algum documento oficial ou se faz parte da protestantização da fé católica, com a comunhão em pé e na mão, diminuição dos símbolos sacros na Santa Missa (como o latim, o canto gregoriano etc.), tudo isso culminando na transformação do sacrifício incruento de Nosso Senhor Jesus Cristo numa simples partilha, deixando de crer na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.
Não querer ajoelhar-se diante do Deus Vivo e presente na Eucaristia é sinal de que algo desordenado está tomando conta da Igreja. O cristão católico que conhece a sua religião e sabe a importância da adesão ao Magistério da Igreja, à fé dos Apóstolos e às Sagradas Escrituras jamais deixará de enxergar no pão e no vinho consagrados a presença real Daquele que está vivo no meio nós.
Assim está escrito: “para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor.” (Fl 2,10) Ora, o momento da consagração eucarística é o mais solene, o mais importante da vida do cristão. Ele faz memória, ou seja, traz para o presente, o sacrifício de Jesus. A imolação do Cordeiro. A Nova Aliança. A remissão dos pecados. Nada há de mais importante na vida do cristão católico que a celebração da Santa Missa e, por conseguinte, a consagração. Portanto, ajoelhar-se nesse momento e adorar Aquele que é, deveria ser tão natural quanto respirar.
Por que, então, surge a tendência entre os liturgistas de que não é necessário mais ajoelhar-se no momento da consagração eucarística? Alguns alegam razões históricas, razões contrárias à Tradição e tentam, de diversas maneiras, justificar o que não tem justificativa. Eles têm razões, mas não tem razão. A liturgia é regida por leis e estas leis devem ser obedecidas, tudo o mais se torna irrelevante diante dessa realidade.
Assim, é preciso analisar se essa nova tendência provém de algum documento oficial ou se faz parte da protestantização da fé católica, com a comunhão em pé e na mão, diminuição dos símbolos sacros na Santa Missa (como o latim, o canto gregoriano etc.), tudo isso culminando na transformação do sacrifício incruento de Nosso Senhor Jesus Cristo numa simples partilha, deixando de crer na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.
Não querer ajoelhar-se diante do Deus Vivo e presente na Eucaristia é sinal de que algo desordenado está tomando conta da Igreja. O cristão católico que conhece a sua religião e sabe a importância da adesão ao Magistério da Igreja, à fé dos Apóstolos e às Sagradas Escrituras jamais deixará de enxergar no pão e no vinho consagrados a presença real Daquele que está vivo no meio nós.
Catequese de Bento XVI - 22/02/2012
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=285333
Boletim de Sala de Imprensa da Santa Sé
(Tradução de Mirticeli Medeiros - equipe CN Notícias)
Queridos irmãos e irmãs,
Nesta catequese gostaria de deter-me brevemente sobre o tempo da Quaresma, que inicia-se hoje com a liturgia da quarta-feira de cinzas. Se trata de um itinerário de quarenta dias que nos conduzirá ao Tríduo Pascal, memória da paixão, morte e ressurreição do Senhor, o coração do mistério da nossa salvação. Nos primeiros séculos de vida da Igreja, este era o tempo no qual aqueles que tinha escutado e acolhido o anúncio de Cristo, iniciavam passo a passo, o caminho de fé e de conversão para chegar ao Sacramento do Batismo. Se tratava de uma aproximação ao Deus vivo e de uma iniciação à fé que deveria cumprir-se gradualmente, mediante uma mudança interior por parte dos catecúmenos, isto é, daqueles que desejavam tornarem-se cristãos e serem incorporados ao Cristo e à Igreja.
Sucessivamente, também os penitentes e depois todos os fiés foram convidados a viver este itinerário de renovação espiritual, para conformar sempre mais a própria existência àquela de Cristo. A participação de toda a comunidade nas diversas passagens do percurso quaresmal sublinha uma dimensão importante da espiritualidade cristã: é a redenção não de alguns, mas de todos graças à morte e ressurreição de Cristo. Portanto, caso fossem aqueles que percorriam um caminho de fé como catecúmenos para receber o Batismo, ou aqueles que estavam distantes de Deus e da comunidade de fé e procuravam a reconciliação, ou mesmo aqueles que viviam a fé em plena comunhão com a Igreja, todos juntos sabiam que o tempo que precede a Páscoa, é um tempo de Metanóia, isto é de mudança interior, do arrependimento, o tempo que identifica a nossa vida humana e toda a nossa história como um processo de conversão e coloca em movimento agora para encontrar o Senhor nos fins dos tempos.
Com uma expressão que se tornou típica na Liturgia, a Igreja denomina o período no qual entramos hoje “Quadragésima”, isto é tempo de quarenta dias e com uma clara referência à Sagrada Escritura, nos introduz assim em um precioso contexto espiritual. Quarenta é de fato, o numero simbólico com o qual o Antigo e o Novo Testamento representam os momentos fortes da experiência de fé do Povo de Israel. È um numero que exprime o tempo de espera, da purificação, do retorno ao Senhor, da consciência que Deus é fiel às suas promessas. Este numero não representa um tempo cronologico exato, uma soma de dias. Indica mais que isso, uma paciente perseverança, uma longa prova, um período suficiente para ver as obras de Deus, um tempo no qual é necessario decidir-se e a assumir as próprias responsabilidades. È um tempo de decisões maduras.
O número quarenta aparece antes de tudo na história de Noé. Este homem justo, que por causa do dilúvio transcorre quarenta dias e quarenta noites na arca, junto à sua família e aos animais que Deus havia dito de leva-los consigo. E espera outros quarenta dias, depois do dilúvio, antes de tocar na terra firme, que foi salva da destruição (Gen 7,4.12;8,6). Depois, a próxima etapa: Moisés fica sobre o Monte Sinai, diante da presença do Senhor, quarenta dias e quarenta noites, para acolher a Lei. Em todo este tempo jejua (Ex 24,18). Quarenta são os anos de viagem do povo hebreu do Egito à Terra prometida, tempo de experimentar a fidelidade de Deus. “Recorda-te de todo o caminho que o Senhor, teu Deus, te fez percorrer nestes quarenta anos. O teu manto não se rasgou pelo seu uso nem os pés se incharam nestes quarenta anos” (Dt 8,2.4). Os anos de paz que Israel experimenta em Juízes são quarenta (Jz 3,11.30), mas transcorrido este tempo, inicia o esquecimento dos dons de Deus e o retorno ao pecado. O profeta Elias leva quarenta dias para atingir o Oreb, o monte onde encontra Deus (I Re 19,8). Quarenta são os dias durante os quais os cidadãos de Nínive fazem penitência para obterem o perdão de Deus. Quarenta também são os anos dos reinos de Saul, de Davi e de Salomão, os três primeiros reis de Israel. Também os Salmos refletem sobre o significado bíblico dos quarenta dias, como por exemplo o Salmo 95, do qual ouvimos o trecho: “Se escutásseis hoje a sua voz! “Nao endureceis o coração como em Meriba, como no dia de Massa no deserto, onde me tentaram os vossos pais: me colocaram à prova, mesmo tendo visto as minhas obras. Por quarenta anos me desgostou aquela geração e eu disse: são um povo de coração transviado, não conhecem as minhas vias” (v 7c-10).
No Novo Testamento, Jesus, antes de iniciar a vida pública, se retira no deserto por quarenta dias, sem comer, nem beber (Mt 4,2), se nutre da Palavra de Deus, que usa como arma para vencer o diabo. As tentações de Jesus fazem referência àquelas que o povo hebraico enfrentou no deserto, mas que não souberam vencer. Quarenta são os dias durante os quais Jesus Ressuscitado instruiu os seus, antes de ascender ao Céu e enviar o Espirito Santo (At 1,3).
Com este recorrente numero de quarenta é descrito um contexto espiritual que permanece atual e valido, e a Igreja, exatamente mediante os dias do período quaresmal, mantém o perdurante valor e os tornam a nós presente a eficácia. A liturgia cristã da Quaresma tem o objetivo de favorecer um caminho de renovação espiritual, à luz desta longa experiência bíblica e sobretudo para aprender a imitar Jesus, que nos quarenta dias transcorridos no deserto ensinou a vencer a tentação com a Palavra de Deus. Os quarenta dias da peregrinação de Israel no deserto apresentam atitudes e situações ambivalentes. De uma parte essas são a estação do primeiro amor com Deus e entre Deus e seu povo, quando Ele falava ao coração, indicando-lhes continuamente a estrada a ser percorrida. Deus havia tomado, por assim dizer, morada em meio a Israel, o precedia dentre de uma nuvem ou uma coluna de fogo, providenciava todos os dias o necessário fazendo descer o maná e fazendo brota a água da rocha. Portanto, os anos transcorridos por Israel no deserto se podem ver como o tempo da especial eleição de Deus e da adesão à Ele da parte do povo: tempo do primeiro amor. Por outro lado, a Bíblia mostra também uma outra imagem da peregrinação de Israel no deserto: é também o tempo das tentações e dos perigos maiores, quando Israel murmura contra o seu Deus e quer voltar ao paganismo e constroem os próprios idolos, diante da exigência de venerar um Deus mais próximo e tangível. E também um tempo da rebelião contra Deus grande e invisível.
Esta ambivalência, tempo de especial proximidade a Deus – tempo do primeiro amor - , e tempo da tentação – tentação do retorno ao paganismo - , a encontramos em modo surpreendente no caminho terreno de Jesus, naturalmente sem nenhum comprometimento com o pecado. Depois do batismo de penitência do Jordão, no qual assume sobre si o destino do Servo de Deus que renuncia a si mesmo e vive pelos outros e se coloca entre os pecadores para tomar sobre si o pecado do mundo, Jesus se refugia no deserto para estar quarenta dias em profunda união com o Pai, repetindo assim a história de Israel, todos aquelas sequências de quarenta dias ou anos os quais citei. Esta dinâmica é uma constante na vida terrena de Jesus, que procura sempre um momento de solidão para orar ao seu Pai e permanecer em intima comunhão, em intima solidão com Ele, em exclusiva comunhão com Ele, para depois retornar para o meio das pessoas. Mas neste tempo de “deserto” e de encontro especial com o Pai, Jesus se encontra exposto ao perigo e é invadido pela tentação e pela sedução do Maligno, o qual o propõe uma outra via messiânica, longe do projeto de Deus, porque passa através do poder, do sucesso, do dinheiro, do domînio e não através do dom total na cruz. Esta é a alternativa: um messinanismo de poder, de sucesso ou um messianismo de amor, de dom de si.
Esta situação de ambivalencia descreve também a condição da Igreja no caminho no "deserto' do mundo e da história. Neste deserto, nós cristãos temos certamente a oportunidade de fazer uma profunda experiência com Deus que faz forte o espirito, confirma a fé, nutre a esperança, anima a caridade; uma experiência que nos faz participantes da vitoria de Cristo sobre o pecado e sobre a morte mediate o sacrificio de amor na cruz. Mas o “deserto" É também o aspecto negativo da realidade que nos circunda: a aridez, a pobreza das palavras de vida e de valores, o secularismo e a cultura materialista, que fecham a pessoa no horizonte mundano do existir diminuindo toda referência à transcedência. É este também o ambiente no qual o céu que está sobre nós é obscuro, porque está coberto pelas nuves do egoísmo, da incompreessão e do engano. Apesar disso, também para a Igreja de hoje, o tempo do deserto pode transformar-se em tempo de graça, já que temos a certeza que também da rocha mais dura, Deus pode fazer brotar agua vida que mata a sede e restaura.
Queridos irmãos e irmãs, nestes quarenta dias que nos conduzirão à Pascoa podemos encontrar nova coragem para aceitar com paciência e com fé todas as situações de dificuldade, de aflições e de prova, na consciência que das trevas o Senhor faz surgir um dia novo. E se tivermos sido fiéis a Jesus seguindo-o na vida da Cruz, o claro mundo de Deus, o mundo da luz, da verdade e da alegria nos será restabelecido: será a aurora nova criada pelo próprio Deus. Bom caminho quaresmal a todos.
O dia da salvação
| http://www.fundacaonazare.com.br/voz/ler.php?id=5942&edicao=562 | |
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Retiro Quaresmal - 24/02/2012
http://costa_hs.blog.uol.com.br/
III. Salvo de modo maravilhoso
III. Salvo de modo maravilhoso
É no mais profundo da miséria de Israel que Deus vai se revelar ao seu povo e este irá aprender a conhecê-lo: “O Senhor disse a Moisés: “Eu vi a opressão de meu povo no Egito, ouvi os gritos de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos. Desci para libertá-los das mãos dos egípcios e fazê-los subir desse país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel” (Ex 3,7s).
O Senhor um Deus que liberta: não tolera a escravidão de seus fiéis: somente alguém livre pode entrar em relação efetiva com este Deus... Por isso ele liberta: liberta para a comunhão Consigo! Libertou Israel e nos liberta. Escravos dos senhores deste mundo – sejam eles quais forem – jamais poderemos entrar numa verdadeira comunhão com Deus!
Ele se revelará como o Deus próximo, o Deus que desce, aquele que está aí para salvar: “Moisés disse a Deus: ‘Mas, se eu for aos israelitas e lhes disser: ‘O Deus de nossos pais enviou-me a vós’, e eles me perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’ que lhes devo responder? Deus disse a Moisés: ‘Eu sou aquele que sou. Assim responderás aos israelitas: ‘Eu sou’ envia-me a vós’ Deus disse ainda a Moisés: ‘Assim dirás aos israelitas: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, envia-me a vós. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração” (Ex 3,13ss).
O nome que Deus dá a si próprio, nesta perícope, é de sentido muito incerto. A palavra IHWH, ao que tudo indica, deriva do verbo hebraico hawah (ser, estar presente, ser atuante), Assim, apresentaria um sentido bastante complexo, que implicaria várias atitudes de seus fiéis:
· Confiança certa: Eu estou aqui convosco de tal modo que podeis contar comigo. Até caminhando no vale da morte, podeis confiar em mim, que estou aqui! Até quando fugis de mim, duvidando, gritando ou emudecidos, podeis saber: Eu estou aqui convosco, ainda que vós não me reconhecêsseis.
· Disponibilidade: Eu estou aqui convosco, de tal modo que tendes que contar comigo, quando e como quero - talvez até em momento e de modo que vos incomode. Pode ser que haja situações em vossos caminhos nas quais não queríeis lembrar-vos que eu estou aqui convosco ou nas quais preferiríeis outro deus!
· Exclusividade: Eu estou aqui convosco, de tal modo que deveis contar unicamente comigo como aquele que pode estar próximo de vós e vos salvar. Contar comigo exige de vós a decisão clara de levar a sério que eu sou o único para vós: só em mim podeis e deveis encontrar o verdadeiro amor, a verdadeira bondade e a verdadeira vida!
· Ilimitação: Eu estou aqui convosco de tal modo que minha proximidade não tem limites de lugar, tempo ou instituição. Quando estou aqui convosco, posso estar também com vossos inimigos. Minha proximidade transcende a terra, sobre a qual viveis e da qual, muitas vezes, vos fazeis o centro. Sequer a morte é limite para mim e não pode limitar minha vitalidade.
Uma coisa é certa: o Deus de Israel aparece numa total liberdade e gratuidade: um Deus nômade, indomável! Israel jamais haverá de penetrar até o fundo no mistério de sua realidade, de modo que o seu Nome nunca poderá ser completamente compreendido, será sempre “misterioso”: é o Deus escondido que, mesmo pronunciando-se, é Silêncio! Ele é o Deus existente, em contraste com os ídolos, que são nada! Deus surpreendente, este: tão transcendente e tão próximo: ver-me-eis em meu agir! Por isso mesmo, não se pode brincar com o Seu santo Nome, nem deveríamos pronunciá-lo à toa! Seria bom seguir o costume dos judeus, de Jesus e dos apóstolos: onde aparece o Nome (IWHW), lê-se “Senhor”! Por isso mesmo a Igreja proíbe que nas orações e cânticos litúrgicos se utilize o Nome revelado no Sinai!
No entanto, esta presença de Deus é sempre desconcertante: Israel terá de ver sua servidão tornar-se mais pesada e sua dor aumentar... Diante do silêncio de Deus. A decepção de Moisés retrata o sentimento do povo: “Em seguida, Moisés e Aarão apresentaram-se ao Faraó e lhe disseram: ‘Assim diz o Senhor Deus de Israel: Deixa partir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto’. Mas o Faraó respondeu: ‘E quem é o Senhor para que lhe deva obedecer, deixando Israel ir? Não conheço o Senhor, nem deixarei Israel partir’. Eles disseram: ‘O Deus dos hebreus marcou um encontro conosco. Deixa-nos ir a três dias de viagem no deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor nosso Deus. Do contrário, a peste e a espada nos atingirão’. Mas o rei do Egito lhes disse: ‘Por que vós, Moisés e Aarão, levais o povo a transcurar os trabalhos? Ide para vossas tarefas!’ E o Faraó acrescentou: ‘Eles já são mais numerosos que a população local, e vós quereis fazê-los interromper suas tarefas?’ Naquele mesmo dia o Faraó ordenou aos inspetores do povo e aos capatazes, dizendo: ‘Não forneçais mais palha a esta gente para fazer tijolos, como antes fazíeis. Que eles mesmos busquem a palha. Mas exigi a mesma quantia de tijolos de costume, sem tirar nada. São uns preguiçosos, e por isso reclamam: ‘Queremos ir oferecer sacrifícios ao nosso Deus’. Carregai estes homens com mais trabalho, para que estejam ocupados e não dêem ouvidos a palavras mentirosas’.
Os inspetores e os capatazes foram, pois, dizer ao povo: ‘Assim diz o Faraó: Não vos darei mais a palha. Devereis ir buscar a palha onde a puderdes encontrar. Em nada, porém, será diminuída a vossa tarefa’. O povo dispersou-se por todo o Egito em busca de palha. Mas os inspetores pressionavam-nos dizendo: ‘Terminai a tarefa marcada para cada dia, como quando havia palha’. Castigaram os capatazes israelitas que os inspetores do Faraó haviam nomeado, alegando: ‘Por que nem ontem, nem hoje, completastes a quota costumeira de tijolos?’
Os capatazes israelitas foram queixar-se com o Faraó, dizendo: ‘Como podes proceder assim com teus servos? Não se fornece palha a teus servos, e nos mandam fazer tijolos. Nós somos açoitados, mas o culpado é o teu povo’. O Faraó respondeu: ‘Sois mesmo uns preguiçosos e por isso dizeis: ‘Queremos ir oferecer sacrifícios ao Senhor’. E agora, ide trabalhar! Não vos será dada a palha, mas devereis produzir a mesma quantia de tijolos’.
Os capatazes israelitas se viram em má situação com a ordem de não diminuir em nada a quota diária de tijolos. Encontraram-se com Moisés e Aarão, que os estavam esperando na saída do palácio do Faraó, e lhes disseram: ‘Que o Senhor vos examine e julgue: vós nos tornastes odiosos diante do Faraó e dos seus servidores e lhes pusestes na mão a espada para nos matar’.
Então Moisés voltou-se para o Senhor , dizendo: ‘Meu Senhor, por que maltratas este povo? Para que foi que me enviaste? Desde que fui ter com o Faraó para lhe falar em teu nome, ele maltrata o povo, e tu nada fazes para libertá-lo’” (Ex 5).
Deus é assim: age na noite, pois Sua luz nos cega, nos deixa em trevas, pois não podemos compreender totalmente o Seu modo de agir! E aí, só nos resta duas saídas: ou renegá-Lo, dizendo “Tudo é absurdo sem nexo; Deus não existe!” ou abandonar-se e dizer: “Creio em Ti, que me ultrapassas! Abandonando-me em Ti, em Ti esperando contra toda esperança, eu vejo a luz!” São João da Cruz afirma que, nesta vida, Deus, para nós, é nada mais nada menos que noite escura! O nosso Deus sabe agir nas noites da vida! Segundo um antigo poema hebraico, chamado “Das Quatro Noites”, o Senhor agiu em quatro noites memoráveis, evocadas pela noite da Páscoa. Nessas noites, Deus cria ou criará:
· A primeira: Deus tirou do caos o universo, quando manifestou-se sobre o mundo para criá-lo. As trevas estendiam-se sobre a superfície do abismo e a Palavra do Senhor era a luz que iluminava.
· A segunda: Isaac foi salvo da treva da morte e viu a luz da vida.
· A terceira: Israel foi salvo da escura morte da escravidão no meio da noite e o Senhor disse: “Meu filho primogênito é Israel” – e ele viu a luz de uma nova vida.
· A quarta: o mundo será libertado das trevas do mal e da morte e todas as gerações de Israel serão salvas. Nesta noite, o Messias virá e luz brilhará para sempre!
Um Deus que salva na noite, o nosso Deus! Assim, na noite da fé, o povo terá que esperar pelas pragas, pelo coração duro de faraó, até que o Senhor o liberte! Terá ainda que passar pelo susto às margens do Mar Vermelho. Finalmente, Israel verá o quanto o Senhor o ama e nele acreditará: “Naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar. Israel viu a mão poderosa do Senhor agir contra o Egito. O povo temeu ao Senhor, e teve fé no Senhor e em Moisés seu servo” (Ex 14,30s).
Para pensar e rezar:
= “Assim diz o Senhor Deus de Israel: Deixa partir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto!” – Pense: Só quem é livre pode prestar culto ao Senhor! É preciso partir: partir de si mesmo, partir de seu pecado, partir de quanto o escraviza! E partir não para se fazer o que quer, para se viver do seu modo, mas para fazer da vida um culto a Deus! Eis a verdadeira liberdade! Pense nisto!
= Quem são seus senhores: o Deus vivo ou tantos vícios, apegos, pecados e opções tortas?
= O Nome de Deus é Santo, é Misterioso! Isto significa que não poderemos nunca compreender Deus totalmente: Ele é o Outro, o Misterioso, o Infinito, o Santo! Respeite profundamente a Deus e tudo quanto tenha relação com Ele! Ele não é seu compadre, não é o cara legal! Ele é Deus! Você é somente pó que o vento leva! Ele está no céu; você está na terra!
= Reflita bem: Deus, para nós, nesta vida, é nem mais nem menos que noite escura! Sua luz é tanta que nos cega! “De noite, mesmo de noite, iremos buscar a Fonte! Só nossa sede ilumina!”
= Um dia, a luz do Messias, Jesus nosso Senhor, iluminará este mundo. Então a história entrará na glória e o tempo na eternidade! E já não haverá noite porque o próprio Deus nos iluminará e o Cordeiro será nossa lâmpada! Até lá, caminhamos pela fé; não pela visão...

Retiro Quaresmal - 23/02/2012
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II. Provados pela vida miúda de cada dia
II. Provados pela vida miúda de cada dia
Amado por Deus, o povo de Israel foi engendrado de modo simples, por patriarcas nômades, que não possuíam sequer um lugar para viver, que viviam no limite da subsistência e eram estrangeiros na terra; homens que viviam da esperança em Deus e que enchiam a pobreza do presente com a fé na fidelidade dAquele que prometera um futuro de bênção.
Eis como viviam: nômades, estrangeiros na terra: “Abrão atravessou o país até o santuário de Siquém, até o carvalho de Moré. Naquele tempo estavam os cananeus no país. O Senhor apareceu a Abrão e lhe disse: ‘À tua descendência darei esta terra’. Abrão ergueu ali um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido. De lá se deslocou em direção ao monte que está ao leste de Betel, e ali armou as tendas, tendo Betel ao ocidente e Hai ao oriente. Construiu ali um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor. Depois, de acampamento em acampamento, Abrão foi até o Negueb” (Gn 12,6-9).
Israel seria engendrado nas crises das noites da fé e do misterioso modo de agir de um Deus vivo, que nos desconcerta porque é grande demais e não obedece aos nossos tempos, modos e metas, um Deus indisponível: “Depois destes acontecimentos, o Senhor falou a Abrão numa visão, dizendo: ‘Não temas, Abrão! Eu sou o escudo que te protege; tua recompensa será muito grande’. Abrão respondeu: ‘Senhor Deus , que me haverás de dar, se eu devo deixar este mundo sem filhos e o herdeiro de minha casa será Eliezer de Damasco?’ E acrescentou: ‘Como não me deste descendência, meu criado é que será o herdeiro’. Então lhe foi dirigida a palavra do Senhor: ‘Não será esse o herdeiro mas um de teus descendentes é que será o herdeiro’. E conduzindo-o para fora, lhe disse: ‘Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz!’ E acrescentou: ‘Assim será tua descendência’. Abrão teve fé no Senhor que considerou isto como justiça. E lhe disse: ‘Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar em possessão esta terra’. Abrão lhe perguntou: ‘Senhor Deus, como poderei saber que vou possuí-la?’ E o Senhor lhe disse: ‘Traze-me uma vaca de três anos, uma cabra de três anos e um carneiro de três anos, além de uma rola e uma pombinha’. Abrão trouxe tudo e dividiu os animais pelo meio, mas não as aves, colocando as respectivas partes uma frente à outra. Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres mas Abrão as enxotou. Quando o sol já ia se pondo, caiu um sono profundo sobre Abrão e ele foi tomado de grande e misterioso terror. E o Senhor disse a Abrão: ‘Fica sabendo que tua descendência viverá como estrangeira num país que não é seu. Serão escravizados e oprimidos durante 400 anos. Mas eu julgarei o povo que os escravizará e depois sairão dali com grandes riquezas. Quanto a ti, irás reunir-te em paz com teus pais e serás sepultado depois de uma feliz velhice. Na quarta geração voltarão para cá, pois a culpa dos amorreus ainda não se completou’. Quando o sol se pôs e escureceu, apareceu um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre as partes dos animais esquartejados. Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: ‘A teus descendentes dou esta terra’” (Gn 15). Assim foi pensado e concebido Israel: de um homem já marcado pela morte, de uma mulher cujo seio era estéril, sem vida.
Aquele que faz brotar a vida no deserto iria fazer surgir deste casal um povo, o seu povo, numeroso como as estrelas do céu. A existência de Israel é, por si mesma, um grito: para Deus nada é impossível! Ele dá a graça a quem quer! E Israel terá de aprender, como nós também, a contemplar sua existência à luz da fé e, aí, discernir as pegadas amorosas de Deus.
É precisamente isto que a fé faz: transformar aquilo que aparentemente seria um absurdo ou uma banalidade num sinal velado de amor do Senhor. Se soubéssemos contemplar... O Autor da Epístola aos Hebreus recorda com emoção esta origem sofrida e incerta: “Pela fé Abraão, ao ser chamado, obedeceu e saiu para a terra que havia de receber por herança, mas sem saber para onde ia. Pela fé morou na terra da promissão como em terra estrangeira, acomodando-se em tendas, do mesmo modo que Isaac e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Porque ele esperava uma cidade fundada sobre alicerces, cujo arquiteto e construtor seria Deus. Foi na fé que morreram todos sem receber as promessas mas vendo-as de longe e saudando, confessando-se peregrinos e hóspedes na terra. Ao dizê-lo, dão a entender que buscam a pátria. Pois, caso se lembrassem da pátria de onde saíram teriam tido ocasião de retornar. Mas desejam outra melhor, isto é, a pátria celeste. Por isso Deus não se envergonha de se chamar seu Deus. De fato lhes tinha preparado uma cidade” (Hb 11,8ss.13-16).
Finalmente, este povo amado, prometido a Abraão, Isaac Jacó será gerado na dura prova da escravidão do Egito: “Surgiu um novo rei no Egito, que não tinha conhecido José, e disse ao povo: ‘Olhai como a população israelita está se tornando mais numerosa e mais forte do que nós. Vamos tomar precauções para impedir que continuem crescendo e, em caso de guerra, se unam também eles a nossos inimigos, e acabem saindo do país’. Estabeleceram, assim, capatazes para que os oprimissem com trabalhos forçados na construção das cidades de depósito do Faraó, Pitom e Ramsés. Os egípcios reduziram os israelitas a uma dura escravidão. Amarguraram-lhes a vida no pesado trabalho do preparo do barro e de tijolos, com toda sorte de serviços no campo, enfim, todos os trabalhos que eram forçados a fazer” (Ex 1,8-11.13s).
Se o Senhor é um Deus que ama, também se cala detrás da densa nuvem dos absurdos da vida e do pranto sofrido dos pobres: o povo geme debaixo do trabalho forçado, as criancinhas são assassinadas, a mãe de Moisés é obrigada a jogar seu filhinho no Nilo... Este silêncio de Deus é causa de escândalo, sobretudo hoje - no mundo da ciência, do debate, das mil respostas, dos questionamentos, do imediato e do mensurável! Diante deste Silêncio podemos ter somente três atitudes: o escândalo descrente, o cinismo sem esperança e a fé que ilumina as trevas e liberta, dando-nos força para a luta! Como não recordar as palavras de Kierkegaard? “Não permitas que esqueçamos: Tu falas, mesmo quando estás calado. Dá-nos esta fé, quando estivermos à espera da tua vinda! Tu calas por amor e por amor falas. Assim é no silêncio, assim é na palavra: tu és sempre o mesmo Pai, o mesmo coração paterno e nos guias com a tua voz e nos ensinas com o teu silêncio!”
Assim, por trás deste silêncio, o Senhor Deus vela para gerar o seu povo: “Passado muito tempo, morreu o rei do Egito. Os israelitas continuavam gemendo e clamando sob dura escravidão. E os gritos de socorro devidos à escravidão subiram até Deus. Deus ouviu-lhes os lamentos e lembrou-se da aliança com Abraão, Isaac e Jacó. Deus olhou para os israelitas e tomou conhecimento” (Ex 3,23-25).
Israel – e eu, que sou Israel! - poderia rezar como o Salmista: “Tu vês a fadiga e o sofrimento, e observas para tomá-los na mão: a ti se abandona o pobre, para o órfão tu és um socorro” (Sl 9 [10])! “Do meu exílio registrastes cada passo, em vosso odre recolhestes cada lágrima, e anotastes tudo isto em vosso livro” (Sl 56[55]).
É assim, no silêncio dos acontecimentos, na aparente insignificância da vida, que o Deus de Israel age! Para quem não crê, há somente a escuridão de um silêncio absurdo, da falta de sentido que oprime e nos destrói... Mas para quem crê, a escuridão torna-se luminosa, como a noite da Páscoa: “Só tu, noite feliz, soubeste a hora em que o Cristo da morte ressurgia; e é por isso de ti que foi escrito: a noite será luz para o meu dia!” Ou, com diz o responsório das laudes dos domingos do Advento: “Mesmo as trevas para vós não são escuras, vós sois a luz do mundo, aleluia!”
Para pensar e rezar:
= O Senhor não garante aos seus facilidades nem riquezas. Quem caminha com ele deve viver de fé e caminhar de esperança em esperança. Nossa riqueza é o Senhor, nossa certeza é o Senhor, nossa recompensa é o Senhor! Quem caminha assim é livre, é sereno e não perde o rumo na existência...
= Pense: onde procuro minhas certezas? Onde busco minhas seguranças? O Senhor deveria ser minha Rocha!
= Nas nossas noites o Senhor está presente. Se o soubermos reconhecer, escutá-lo, veremos que Ele nos sustenta e nos leva nos braços, ainda que não compreendamos como...
= Deus pode fazer brotar um jardim no deserto da minha vida e da vida do mundo. Do que é morte e esterilidade, Deus pode fazer brotar a vida! “Por que tenho medo? Nada é impossível para Ti!”
= Os modos, medidas e tempos de Deus não são os nossos! É preciso que nos convertamos ao Senhor, confiando nele com toda a nossa força e entendimento!
Retiro Quaresmal - 22/02/2012
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I - Um povo desde sempre amado
I - Um povo desde sempre amado
Na sua história, Israel pode repetir as palavras do salmo 138: “Senhor, Tu plasmaste meus rins, teceste-me no seio de minha mãe. Graças Te dou, porque fui feito tão grande maravilha. Prodigiosas são Tuas obras; sim, eu bem o reconheço. Meus ossos não te eram encobertos, quando fui formado ocultamente e tecido nas profundezas da terra. Ainda embrião, Teus olhos já me viam; foram registrados em Teu livro todos os dias prefixados, antes que um só deles existisse. Mas, a mim, que difíceis são Teus projetos, Deus meu, como é grande sua soma! Pensava eu em contá-los, mas eram mais numerosos que a areia! E se termino, ainda estou Contigo!”
O salmo faz-nos pensar no mistério da existência, que é sempre livre, aberta e, no entanto, conhecida e “pré-fixada” por Deus, de modo que podemos dizer: “Senhor, tomaste nas Tuas mãos cada momento de minha vida!”
Como cada um de nós, antes de existir, este povo foi amado, plasmado e escolhido de modo misterioso, no silêncio perturbador do cotidiano e na provação das demoras de Deus, já nos tempos do pai Abraão.
Ninguém vem ao mundo por acaso, sem um propósito: cada pessoa é um sonho carinhoso de Deus, é um pensamento de Deus que não se repete jamais. Assim foi com Israel: desde os seus primórdios, antes de ser gerado, este povo foi pensado pelo Senhor com uma vocação que é também uma missão: “O Senhor disse a Abrão: ‘Sai de tua terra, de tua parentela, da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei. Farei de ti um grande povo e te abençoarei, engrandecendo teu nome, de modo que se torne uma bênção. Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Com teu nome serão abençoadas todas as famílias da terra’” (Gn 12,1-3).
Pense, rezando estes dois textos acima:
= Também eu fui amado eternamente pelo Senhor. Seu amor me chamou à existência, como chamou Israel! Obrigado, Senhor, pela graça imensa de viver... Imenso dom do Teu amor infinito!
= Minha existência é um mistério, porque brota do próprio Deus, que é Mistério! Quem sou eu? Por que sou assim? Por que minha história tem sido esta? Por que nasci nesta época, nesta situação, com estas características? Mistério... Diante do Mistério, silêncio, contemplação, admiração, gratidão!
= Não venho de mim mesmo, mas de um Outro. Deveria viver minha vida diante Dele, na sua presença! Aí sim, minha vida terá verdadeiro sentido!
= Não nasci para nada; nasci com um propósito! O Senhor me criou para Ele, para deixar-me amar por Ele, viver a vida com Ele, amando-O e Dele fazendo o chão, a rocha da minha vida! Vive de verdade quem vive na verdade da existência. E a nossa Verdade é Deus somente!
= Que sentido estou dando à minha vida?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Catequese de Bento XVI – 08/02/2012
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=285197
Boletim da Santa Sé

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje gostaria de refletir convosco sobre a oração de Jesus na eminência da morte, detendo-me sobre aquilo que nos refere São Marcos e São Mateus. Os dois Evangelistas retratam a oração de Jesus, que está morrendo, não somente na língua grega, com a qual foi escrita a narração, mas, para a importância destas palavras, também numa mistura de hebraico e aramaico.
Deste nos foi transmitido não somente o conteúdo, mas também o tom que tal oração teve sobre os lábios de Jesus: escutamos realmente as palavras de Jesus como eram, ao mesmo tempo, eles nos descreveram a atitude dos presentes diante da crucificação, que não compreenderam - ou não quiseram compreender – esta oração.
Escreve São Marcos, como escutamos: "Ao meio dia, a terra ficou escura até as três da tarde. Às três, Jesus gritou em alta voz: "Eloì, Eloì, lemà sabactàni?", que significa: "Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes?" (15,34). Na estrutura da narração, a oração, o grito de Jesus se levanta no cume das três horas de trevas, que, do meio-dia até as três da tarde, calaram sobre toda a terra.
Estas três horas de escuridão, são, por sua vez, a continuação de um precedente lapso de tempo também de três horas, iniciado com a crucificação de Jesus. O Evangelista Marcos, de fato, nos informa que: "Eram nove horas da manhã quando o crucificaram" (cfr 15,25). Da junção das indicações horárias da narração, as seis horas de Jesus sobre a cruz são articuladas em duas partes cronologicamente equivalentes.
Nas primeiras três horas, das nove ao meio dia, se colocam escarnecimentos dos diversos grupos de pessoas, que mostram o seu ceticismo e afirmam não acreditarem. Escreve São Marcos: "Aqueles que passavam por ele, o insultavam" (15,29); "assim também os sumo-sacerdotes, com os escribas, entre eles escarneciam dele" (15,31); "e também aqueles que estavam crucificados com ele o insultavam" (15,32).
Nas três horas seguintes, do meio dia às três da tarde, o Evangelista fala somente das trevas que caíram sobre a terra, o escuro ocupa sozinho toda a cena sem qualquer referência sobre o movimento dos personagens ou das palavras. Quando Jesus se aproxima sempre mais da morte, existe somente escuridão que cala sobre toda a terra. Também o cosmo toma parte deste evento: o escuro envolve pessoas e coisa, mas também neste momento de trevas Deus está presente, não abandona.
Na tradição bíblica, o escuro tem um significado ambivalente: é sinal da presença e da ação do mal, mas também de uma misteriosa presença e ação de Deus que é capaz de vencer toda treva. No livro do Êxodo, por exemplo, lemos: "O Senhor disse a Moisés: "Eis, eu estou por vir diante de ti em uma densa nuvem" (19,9); e ainda: "O povo se coloca distante, enquanto Moisés avançou em direção à nuvem escura onde estava Deus" (20,21). E nos discursos de Deuteronômio, Moisés narra: "O monte ardia, com o fogo que se levantava até sumidade do céu, entre trevas, nuvens e obscuridade" (4,11); vós ouvistes a voz em meio as trevas, enquanto o monte era todo em chamas" (5,23).
Na cena da crucificação de Jesus as trevas envolvem a terra e são trevas de morte nas quais o Filho de Deus se imerge para levar a vida, com o seu ato de amor.
Voltando à narração de São Marcos, diante dos insultos das diversas categorias de pessoas, diante do escuro que cala tudo, no momento no qual está diante da morte, Jesus com o grito da sua oração mostra que, junto ao peso do sofrimento e da morte no qual parece que existe um abandono, a ausência de Deus, Ele tem a plena certeza da proximidade do Pai, que aprova este ato supremo de amor, de dom total de Si, apesar de não se ouvir, como em outros momentos, a voz do alto.
Lendo os Evangelhos, se chega à conclusão que em outros momentos importantes da sua existência terrena, Jesus tenha visto associar-se aos sinais da presença do Pai e da aprovação ao seu caminho de amor, também a voz esclarecedora de Deus. Assim, no momento que segue o batismo no Jordão, ao romper dos céus, se ouvia a palavra do Pai: "Tu és meu Filho muito amado: em ti coloquei toda a minha afeição" (Mc 1,11). Na transfiguração, depois, ao sinal da nuvem se aproximava a palavra: "Este é meu filho muito amado, escutem-no!" (Mc 9,7). Ao invés disso, ao aproximar-se da morte do crucificado, vem o silêncio, não se escuta nenhuma voz, mas o olhar de amor do Pai permanece fixo sobre o dom de amor do Filho.
Mas qual significado a oração de Jesus, aquele grito que é lançado ao Pai: "Meu Deus, Meu Deus, por que abandonantes", a dúvida da sua missão, da presença do Pai? Nesta oração não existe talvez a consciência exata de ter sido abandonado? As palavras que Jesus dirige ao Pai são o início do Salmo 22, no qual o Salmista manifesta a Deus a tensão entre o se sentir deixado sozinho e a consciência certa da presença de Deus em meio ao seu povo. O Salmista reza: "Meu Deus, grito pela manhã e não respondes; à noite e não existe trégua para mim. Mesmo assim, tu és Santo, Tu sentas no trono entre os louvores de Israel" (v. 3-4). O Salmista fala de "grito" para exprimir todo o sofrimento da sua oração diante de Deus aparentemente ausente: no momento da angústia a oração de torna um grito.
E isto acontece também no nosso relacionamento com o Senhor: diante das situações mais difíceis e dolorosas, quando parece que Deus não escuta, não devemos temer de confiar a Ele todo o peso que trazemos no nosso coração, não devemos ter medo de gritar a Ele o nosso sofrimento, devemos estar convencidos que Deus está próximo, também se aparentemente não fala.
Repetindo da cruz as palavras iniciais do Salmo, "Eli, Eli, lemà sabactàni?" - "Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes?" (Mt 27,46), gritando as palavras do Salmo, Jesus reza no momento da última rejeição dos homens, no momento do abandono; reza, entretanto, com o Salmo, na consciência da presença de Deus Pai também nesta hora na qual sente o drama humano da morte.
Mas em nós surge uma pergunta: como é possível que um Deus tão potente não intervenha para livrar o Filho dessa prova terrível? É importante compreender que a oração de jesus não é um grito de quem vai de encontro ao desespero e à morte e nem mesmo é o grito de quem sabe que foi abandonado. Jesus naquele momento faz seu todo o Salmo 22, o Salmo do povo de Israel que sofre, e deste modo toma sobre si a pena do seu povo, mas também aquela de todos os homens que sofrem pela opressão do mal, e ao mesmo tempo, leva tudo isso ao coração do próprio Deus, na certeza que o seu grito será acolhido na Ressurreição: "o grito no extremo tormento é ao mesmo tempo certeza da resposta divina, certeza da salvação - não somente pelo próprio Jesus, mas por muitos" (Jesus de Nazaré II, 239-240).
Nesta oração de Jesus se unem a extrema confiança e abandono nas mãos de Deus, também quando parece ausente, também quando parece permanecer em silêncio, seguindo um desígnio a nós incompreensível.
No Catecismo da Igreja Católica lemos assim: No amor redentor que sempre o unia ao Pai, Jesus nos assumiu na nossa separação de Deus por causa do pecado ao ponto de poder dizer em nosso nome sobre a cruz: "Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes"?(n.603). O seu é um sofrimento em comunhão conosco e para nós, que deriva do amor e já leva consigo a redenção, a vitória do amor.
As pessoas presentes sob a cruz de Jesus não conseguem entender e pensam que o seu grito seja uma suplica voltada para Elias. Na cena, elas procuram matar a sede dele para prolongar-lhe a vida e verificar se verdadeiramente Elias virá em seu socorro, mas um forte grito põe um fim à vida terrena de Jesus e ao desejo deles.
No momento extremo, Jesus deixa que no seu coração exprima dor, mas deixar emergir, ao mesmo tempo, o sentido da presença do Pai e o consenso ao seu desígnio de salvação para a humanidade. Também nós, nos encontramos sempre e novamente diante do "hoje" do sofrimento, do silêncio de Deus - o exprimimos tantas vezes na nossa oração - mas nos encontramos também diante do "hoje" da Ressurreição, da resposta de Deus que tomou sobre si os nosso sofrimentos, para levá-los juntos conosco e dar-nos a firme esperança que serão vencidos (cfr Encíclica Spe Salvi, 35-40)
Queridos amigos, na oração, levamos a Deus as nossas cruzes cotidianas, na certeza que Ele está presente e nos escuta. O grito de Jesus nos recorda como a na oração devemos superar as barreiras do nosso "eu" e dos nossos problemas e abrir-nos às necessidades e aos sofrimentos dos outros. A oração de Jesus que morre sobre a cruz nos ensine a rezar com amor por tantos irmãos e irmãs que sentem o peso da vida cotidiana, que vivem momentos difíceis, que estão na dor, que não tem uma palavra de conforto; levamos tudo isso ao coração de Deus, para que também esses possam sentir o amor de Deus que não nos abandona nunca. Obrigado!
Boletim da Santa Sé
(Tradução de Mirticeli Medeiros - equipe CN Notícias)
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje gostaria de refletir convosco sobre a oração de Jesus na eminência da morte, detendo-me sobre aquilo que nos refere São Marcos e São Mateus. Os dois Evangelistas retratam a oração de Jesus, que está morrendo, não somente na língua grega, com a qual foi escrita a narração, mas, para a importância destas palavras, também numa mistura de hebraico e aramaico.
Deste nos foi transmitido não somente o conteúdo, mas também o tom que tal oração teve sobre os lábios de Jesus: escutamos realmente as palavras de Jesus como eram, ao mesmo tempo, eles nos descreveram a atitude dos presentes diante da crucificação, que não compreenderam - ou não quiseram compreender – esta oração.
Escreve São Marcos, como escutamos: "Ao meio dia, a terra ficou escura até as três da tarde. Às três, Jesus gritou em alta voz: "Eloì, Eloì, lemà sabactàni?", que significa: "Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes?" (15,34). Na estrutura da narração, a oração, o grito de Jesus se levanta no cume das três horas de trevas, que, do meio-dia até as três da tarde, calaram sobre toda a terra.
Estas três horas de escuridão, são, por sua vez, a continuação de um precedente lapso de tempo também de três horas, iniciado com a crucificação de Jesus. O Evangelista Marcos, de fato, nos informa que: "Eram nove horas da manhã quando o crucificaram" (cfr 15,25). Da junção das indicações horárias da narração, as seis horas de Jesus sobre a cruz são articuladas em duas partes cronologicamente equivalentes.
Nas primeiras três horas, das nove ao meio dia, se colocam escarnecimentos dos diversos grupos de pessoas, que mostram o seu ceticismo e afirmam não acreditarem. Escreve São Marcos: "Aqueles que passavam por ele, o insultavam" (15,29); "assim também os sumo-sacerdotes, com os escribas, entre eles escarneciam dele" (15,31); "e também aqueles que estavam crucificados com ele o insultavam" (15,32).
Nas três horas seguintes, do meio dia às três da tarde, o Evangelista fala somente das trevas que caíram sobre a terra, o escuro ocupa sozinho toda a cena sem qualquer referência sobre o movimento dos personagens ou das palavras. Quando Jesus se aproxima sempre mais da morte, existe somente escuridão que cala sobre toda a terra. Também o cosmo toma parte deste evento: o escuro envolve pessoas e coisa, mas também neste momento de trevas Deus está presente, não abandona.
Na tradição bíblica, o escuro tem um significado ambivalente: é sinal da presença e da ação do mal, mas também de uma misteriosa presença e ação de Deus que é capaz de vencer toda treva. No livro do Êxodo, por exemplo, lemos: "O Senhor disse a Moisés: "Eis, eu estou por vir diante de ti em uma densa nuvem" (19,9); e ainda: "O povo se coloca distante, enquanto Moisés avançou em direção à nuvem escura onde estava Deus" (20,21). E nos discursos de Deuteronômio, Moisés narra: "O monte ardia, com o fogo que se levantava até sumidade do céu, entre trevas, nuvens e obscuridade" (4,11); vós ouvistes a voz em meio as trevas, enquanto o monte era todo em chamas" (5,23).
Na cena da crucificação de Jesus as trevas envolvem a terra e são trevas de morte nas quais o Filho de Deus se imerge para levar a vida, com o seu ato de amor.
Voltando à narração de São Marcos, diante dos insultos das diversas categorias de pessoas, diante do escuro que cala tudo, no momento no qual está diante da morte, Jesus com o grito da sua oração mostra que, junto ao peso do sofrimento e da morte no qual parece que existe um abandono, a ausência de Deus, Ele tem a plena certeza da proximidade do Pai, que aprova este ato supremo de amor, de dom total de Si, apesar de não se ouvir, como em outros momentos, a voz do alto.
Lendo os Evangelhos, se chega à conclusão que em outros momentos importantes da sua existência terrena, Jesus tenha visto associar-se aos sinais da presença do Pai e da aprovação ao seu caminho de amor, também a voz esclarecedora de Deus. Assim, no momento que segue o batismo no Jordão, ao romper dos céus, se ouvia a palavra do Pai: "Tu és meu Filho muito amado: em ti coloquei toda a minha afeição" (Mc 1,11). Na transfiguração, depois, ao sinal da nuvem se aproximava a palavra: "Este é meu filho muito amado, escutem-no!" (Mc 9,7). Ao invés disso, ao aproximar-se da morte do crucificado, vem o silêncio, não se escuta nenhuma voz, mas o olhar de amor do Pai permanece fixo sobre o dom de amor do Filho.
Mas qual significado a oração de Jesus, aquele grito que é lançado ao Pai: "Meu Deus, Meu Deus, por que abandonantes", a dúvida da sua missão, da presença do Pai? Nesta oração não existe talvez a consciência exata de ter sido abandonado? As palavras que Jesus dirige ao Pai são o início do Salmo 22, no qual o Salmista manifesta a Deus a tensão entre o se sentir deixado sozinho e a consciência certa da presença de Deus em meio ao seu povo. O Salmista reza: "Meu Deus, grito pela manhã e não respondes; à noite e não existe trégua para mim. Mesmo assim, tu és Santo, Tu sentas no trono entre os louvores de Israel" (v. 3-4). O Salmista fala de "grito" para exprimir todo o sofrimento da sua oração diante de Deus aparentemente ausente: no momento da angústia a oração de torna um grito.
E isto acontece também no nosso relacionamento com o Senhor: diante das situações mais difíceis e dolorosas, quando parece que Deus não escuta, não devemos temer de confiar a Ele todo o peso que trazemos no nosso coração, não devemos ter medo de gritar a Ele o nosso sofrimento, devemos estar convencidos que Deus está próximo, também se aparentemente não fala.
Repetindo da cruz as palavras iniciais do Salmo, "Eli, Eli, lemà sabactàni?" - "Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes?" (Mt 27,46), gritando as palavras do Salmo, Jesus reza no momento da última rejeição dos homens, no momento do abandono; reza, entretanto, com o Salmo, na consciência da presença de Deus Pai também nesta hora na qual sente o drama humano da morte.
Mas em nós surge uma pergunta: como é possível que um Deus tão potente não intervenha para livrar o Filho dessa prova terrível? É importante compreender que a oração de jesus não é um grito de quem vai de encontro ao desespero e à morte e nem mesmo é o grito de quem sabe que foi abandonado. Jesus naquele momento faz seu todo o Salmo 22, o Salmo do povo de Israel que sofre, e deste modo toma sobre si a pena do seu povo, mas também aquela de todos os homens que sofrem pela opressão do mal, e ao mesmo tempo, leva tudo isso ao coração do próprio Deus, na certeza que o seu grito será acolhido na Ressurreição: "o grito no extremo tormento é ao mesmo tempo certeza da resposta divina, certeza da salvação - não somente pelo próprio Jesus, mas por muitos" (Jesus de Nazaré II, 239-240).
Nesta oração de Jesus se unem a extrema confiança e abandono nas mãos de Deus, também quando parece ausente, também quando parece permanecer em silêncio, seguindo um desígnio a nós incompreensível.
No Catecismo da Igreja Católica lemos assim: No amor redentor que sempre o unia ao Pai, Jesus nos assumiu na nossa separação de Deus por causa do pecado ao ponto de poder dizer em nosso nome sobre a cruz: "Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonastes"?(n.603). O seu é um sofrimento em comunhão conosco e para nós, que deriva do amor e já leva consigo a redenção, a vitória do amor.
As pessoas presentes sob a cruz de Jesus não conseguem entender e pensam que o seu grito seja uma suplica voltada para Elias. Na cena, elas procuram matar a sede dele para prolongar-lhe a vida e verificar se verdadeiramente Elias virá em seu socorro, mas um forte grito põe um fim à vida terrena de Jesus e ao desejo deles.
No momento extremo, Jesus deixa que no seu coração exprima dor, mas deixar emergir, ao mesmo tempo, o sentido da presença do Pai e o consenso ao seu desígnio de salvação para a humanidade. Também nós, nos encontramos sempre e novamente diante do "hoje" do sofrimento, do silêncio de Deus - o exprimimos tantas vezes na nossa oração - mas nos encontramos também diante do "hoje" da Ressurreição, da resposta de Deus que tomou sobre si os nosso sofrimentos, para levá-los juntos conosco e dar-nos a firme esperança que serão vencidos (cfr Encíclica Spe Salvi, 35-40)
Queridos amigos, na oração, levamos a Deus as nossas cruzes cotidianas, na certeza que Ele está presente e nos escuta. O grito de Jesus nos recorda como a na oração devemos superar as barreiras do nosso "eu" e dos nossos problemas e abrir-nos às necessidades e aos sofrimentos dos outros. A oração de Jesus que morre sobre a cruz nos ensine a rezar com amor por tantos irmãos e irmãs que sentem o peso da vida cotidiana, que vivem momentos difíceis, que estão na dor, que não tem uma palavra de conforto; levamos tudo isso ao coração de Deus, para que também esses possam sentir o amor de Deus que não nos abandona nunca. Obrigado!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Escola de Formação Matrimonial João Paulo II
http://www.ccfc.com.br/arquivos/programacao-20.pdf
Curso destinado aos Casados, Noivos e Namorados! Aprecie sem moderação!
Responsáveis: Prof. Ricardino Lassardier e Pe. Idamor
Duração: 2012 – 1º Semestre de 2014
Local: CCFC
Horário: Sábados e Domingos das 08:30h às 12:30h
Taxa: R$ 100,00 (por semestre – 05 módulos)
PROGRAMA DOS MÓDULOS EM 2012:
- Evento de Abertura: dia 18 de Março às 09:00h no CCFC
1º MÓDULO: dias 24 e 25 de março
Tema: Introdução Geral à Bíblia
2º MÓDULO: dias 21 e 22 de abril
Tema: Introdução ao Antigo Testamento (estudo dos textos que se referem ao matrimônio)
3º MÓDULO: dias 19 e 20 de maio
Tema: Teologia Fundamental
4º MÓDULO: dias 16 e 17 de junho
Tema: Introdução à Liturgia + Introdução aos Sacramentos
5º MÓDULO: dias 30 de junho e 01 de julho
Tema: Cristologia
6º MÓDULO: dias 18 e 19 de agosto
Tema: Sacramentos da Iniciação (Batismo, Eucaristia e Confirmação)
7º MÓDULO: dias 15 e 16 de setembro
Tema: Eclesiologia
8º MÓDULO: dias 20 e 21 de outubro
Tema: Sacramentos de Cura (Reconciliação e Unção dos Enfermos) + Sacramentos de Serviço (Ordem e Matrimônio)
9º MÓDULO: dias 10 e 11 de novembro
Tema: Mariologia
10º MÓDULO: dias 01 e 02 de dezembro
Tema: Sacramentalidade do Matrimônio
Curso destinado aos Casados, Noivos e Namorados! Aprecie sem moderação!
Responsáveis: Prof. Ricardino Lassardier e Pe. Idamor
Duração: 2012 – 1º Semestre de 2014
Local: CCFC
Horário: Sábados e Domingos das 08:30h às 12:30h
Taxa: R$ 100,00 (por semestre – 05 módulos)
PROGRAMA DOS MÓDULOS EM 2012:
- Evento de Abertura: dia 18 de Março às 09:00h no CCFC
1º MÓDULO: dias 24 e 25 de março
Tema: Introdução Geral à Bíblia
2º MÓDULO: dias 21 e 22 de abril
Tema: Introdução ao Antigo Testamento (estudo dos textos que se referem ao matrimônio)
3º MÓDULO: dias 19 e 20 de maio
Tema: Teologia Fundamental
4º MÓDULO: dias 16 e 17 de junho
Tema: Introdução à Liturgia + Introdução aos Sacramentos
5º MÓDULO: dias 30 de junho e 01 de julho
Tema: Cristologia
6º MÓDULO: dias 18 e 19 de agosto
Tema: Sacramentos da Iniciação (Batismo, Eucaristia e Confirmação)
7º MÓDULO: dias 15 e 16 de setembro
Tema: Eclesiologia
8º MÓDULO: dias 20 e 21 de outubro
Tema: Sacramentos de Cura (Reconciliação e Unção dos Enfermos) + Sacramentos de Serviço (Ordem e Matrimônio)
9º MÓDULO: dias 10 e 11 de novembro
Tema: Mariologia
10º MÓDULO: dias 01 e 02 de dezembro
Tema: Sacramentalidade do Matrimônio
Curso Livre de Teologia (2012 – 2014)
http://www.ccfc.com.br/arquivos/programacao-20.pdf
Responsáveis: Pe. Idamor e Profª. Socorro Coelho
PROGRAMA 2012
1º. Módulo: dias 24 e 25 março - Liturgia e Liturgia das Horas e Introdução aos Sacramentos
2º. Módulo: dias 21 e 22 abril - Teologia Fundamental
3º. Módulo: dias 26 e 27 maio - Pentateuco
4º. Módulo: dias 16 e 17 junho - História da Igreja na Idade Antiga
5º. Módulo: dias 30 de junho e 01 de julho - Sinóticos
6º. Módulo: dias 25 e 26 de agosto - Sacramentos de Iniciação
7º. Módulo: dias 29 e 30 de setembro - História da Igreja na Idade Medieval
8º. Módulo: dias 27 e 28 de outubro - Livros Históricos
9º. Módulo: dias 24 e 25 de novembro - Cristologia
10º. Módulo: dias 01 e 02 de dezembro - Moral Fundamental
Horários: Sábados e Domingos das 08:00h às 19:00h
Taxas: R$ 125,00 (por semestre – 05 módulos)
Local: CCFC
Responsáveis: Pe. Idamor e Profª. Socorro Coelho
PROGRAMA 2012
1º. Módulo: dias 24 e 25 março - Liturgia e Liturgia das Horas e Introdução aos Sacramentos
2º. Módulo: dias 21 e 22 abril - Teologia Fundamental
3º. Módulo: dias 26 e 27 maio - Pentateuco
4º. Módulo: dias 16 e 17 junho - História da Igreja na Idade Antiga
5º. Módulo: dias 30 de junho e 01 de julho - Sinóticos
6º. Módulo: dias 25 e 26 de agosto - Sacramentos de Iniciação
7º. Módulo: dias 29 e 30 de setembro - História da Igreja na Idade Medieval
8º. Módulo: dias 27 e 28 de outubro - Livros Históricos
9º. Módulo: dias 24 e 25 de novembro - Cristologia
10º. Módulo: dias 01 e 02 de dezembro - Moral Fundamental
Horários: Sábados e Domingos das 08:00h às 19:00h
Taxas: R$ 125,00 (por semestre – 05 módulos)
Local: CCFC
Estudo do Catecismo da Igreja Católica (4ª Parte)
http://www.ccfc.com.br/arquivos/programacao-20.pdf
Ano IV “A Oração Cristã
Ministrante: Prof. Ricardino Lassadier (http://professorlassadier.blog.com/)
PROGRAMA 2012
*Continuação da terceira parte do CIC
03 e 04 de março: “Sétimo Mandamento” (2401-2463).
14 e 15 de abril: “Oitavo Mandamento” (2464-2513).
05 e 06 de maio: “Nono Mandamento” (2514-2533). “Décimo Mandamento” (2534-2550).
“AOração Cristã”
09 e 10 de junho: “A Oração na vida cristã”. “A Revelação da oração”. “Vocação universal à oração” (2558-2597).
04 e 05 de agosto: “Na plenitude do tempo” (2598-2622).
01 e 02 de setembro: “No tempo da Igreja” (2623-2649).
06 e 07 de outubro: “A Tradição da oração”. “Nas fontes da oração”. “O caminho da oração”. (2650-2682).
24 e 25 de novembro: “Guias para oração”. “A vida de oração”. “As expressões de oração” (2683-2724).
08 e 09 de dezembro: “A oração do Senhor: Pai Nosso”. “Resumo de todo o Evagelho”. Pai nosso que estais nos Céus” (2759-2802).
OBS: Os módulos restantes serão realizados em 2013, nos meses iniciais.
Horário: 08:30 às 12:30
Local: Centro de Cultura e Formação Cristã (CCFC)
Ano IV “A Oração Cristã
Ministrante: Prof. Ricardino Lassadier (http://professorlassadier.blog.com/)
PROGRAMA 2012
*Continuação da terceira parte do CIC
03 e 04 de março: “Sétimo Mandamento” (2401-2463).
14 e 15 de abril: “Oitavo Mandamento” (2464-2513).
05 e 06 de maio: “Nono Mandamento” (2514-2533). “Décimo Mandamento” (2534-2550).
“AOração Cristã”
09 e 10 de junho: “A Oração na vida cristã”. “A Revelação da oração”. “Vocação universal à oração” (2558-2597).
04 e 05 de agosto: “Na plenitude do tempo” (2598-2622).
01 e 02 de setembro: “No tempo da Igreja” (2623-2649).
06 e 07 de outubro: “A Tradição da oração”. “Nas fontes da oração”. “O caminho da oração”. (2650-2682).
24 e 25 de novembro: “Guias para oração”. “A vida de oração”. “As expressões de oração” (2683-2724).
08 e 09 de dezembro: “A oração do Senhor: Pai Nosso”. “Resumo de todo o Evagelho”. Pai nosso que estais nos Céus” (2759-2802).
OBS: Os módulos restantes serão realizados em 2013, nos meses iniciais.
Horário: 08:30 às 12:30
Local: Centro de Cultura e Formação Cristã (CCFC)
Coleção Bíblia em comunidade (Visão Global) - Recomendo
http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheProduto.aspx?idProduto=2026
Esta série apresenta as etapas fundamentais da história do povo bíblico e, por meio da linha do tempo, as relacionando com fatos da história contemporânea. É um precioso auxílio para as pessoas começarem a se familiarizar com os textos sagrados, com sua formação e com sua história. Utilizando metodologia própria para estudo em grupos, os volumes são ainda enriquecidos com 42 mapas e temas bíblicos.
Este é o volumeNº1 (B)Bíblia, comunicação entre Deus e o povo(/B) desenvolve o conteúdo em quatro temas: Bíblia parceria entre Deus e o povo, Bíblia comunicação de Deus em linguagem humana, Arqueologia e inspiração divina, Deus fala na Bíblia e nas histórias que o povo conta. Procura mostrar que a bíblia não é um livro difícil e misterioso. É uma história viva e atual. É a voz do próprio Deus comunicando-se em lingagem humana, falando pessoalmente com você.
Esta série apresenta as etapas fundamentais da história do povo bíblico e, por meio da linha do tempo, as relacionando com fatos da história contemporânea. É um precioso auxílio para as pessoas começarem a se familiarizar com os textos sagrados, com sua formação e com sua história. Utilizando metodologia própria para estudo em grupos, os volumes são ainda enriquecidos com 42 mapas e temas bíblicos.
Este é o volumeNº1 (B)Bíblia, comunicação entre Deus e o povo(/B) desenvolve o conteúdo em quatro temas: Bíblia parceria entre Deus e o povo, Bíblia comunicação de Deus em linguagem humana, Arqueologia e inspiração divina, Deus fala na Bíblia e nas histórias que o povo conta. Procura mostrar que a bíblia não é um livro difícil e misterioso. É uma história viva e atual. É a voz do próprio Deus comunicando-se em lingagem humana, falando pessoalmente com você.
Aula Ao Vivo: “Marxismo Cultural e o Comunismo”
http://padrepauloricardo.org/audio/aula-ao-vivo-marxismo-cultural-e-o-comunismo/
Aula Ao Vivo: “Marxismo Cultural e o Comunismo”
Na primeira aula ao vivo de 2012 Padre Paulo Ricardo nos falará sobre o Marxismo Cultural e o Comunismo. Preparem as suas perguntas!!!
Na primeira aula ao vivo de 2012 Padre Paulo Ricardo nos falará sobre o Marxismo Cultural e o Comunismo. Preparem as suas perguntas!!!
Horário da aula: 21:00 horas
Data: 07/Fev/2012
Data: 07/Fev/2012
69 – A Resposta Católica: “Qual a origem do nome de São Dimas, o bom ladrão?”
http://padrepauloricardo.org/audio/69-a-resposta-catolica-qual-a-origem-do-nome-de-sao-dimas-o-bom-ladrao/
“Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós! Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.”
“Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós! Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.”
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
47 – Parresía: “Feminismo, o maior inimigo das mulheres”
http://padrepauloricardo.org/audio/47-parresia-feminismo-o-maior-inimigo-das-mulheres/
A sociedade moderna está mergulhada no conceito de igualdade. Cada vez mais luta-se para equiparar o homem à mulher e vice-versa. Se a igualdade pretendida fosse em relação aos direitos civis, cuja necessidade é inegável, não seria, de fato, um problema. Porém, o que acontece é que esta sociedade moderna, eivada do relativismo cultural, quer é transformar a mulher no novo homem e o homem na nova mulher, invertendo e pervertendo os valores mais elementares.
Deus criou o homem e a mulher em igual dignidade, mas quis que houvesse uma diferença entre os dois gêneros. Esta diferença em “ser homem” e “ser mulher” faz com que exista uma complementariedade entre eles. Foram criados por Deus para formarem um conjunto, não um se sobrepondo ao outro, mas em perfeita sintonia um com outro. Lutar contra esse projeto, fazendo com que a mulher tente, por todos os meios, ocupar o lugar do homem é lutar diretamente contra o projeto de Deus, contra a natureza humana.
A liberação sexual promovida pelos métodos anticoncepcionais, longe de trazer a sensação de igualdade entre o homem e mulher, transformou a mulher numa máquina de prazer, pois agora ela sabe que pode ter uma vida sexual ativa sem a consequente gravidez. Não precisa ter compromisso com o parceiro, não precisa sentir-se segura ou amada. Ledo engano. O que se vê são cada vez mais mulheres frustradas, depressivas, olhando para trás e percebendo que estão vazias, correndo contra o tempo para manterem-se jovens, pois nada mais têm a oferecer que não o invólucro.
A liberdade da mulher, na verdade, transformou-se numa prisão. Hoje, elas se vêem presas a estereótipos ditados pela agenda feminista, cujo maior objetivo é destruir a essência da mulher, igualando-a ao homem. Transformando seus úteros em lugares estéreis e varrendo para debaixo do tapete o instinto natural da espécie: a maternidade.
Portanto, urge que cada mulher, criada à semelhança de Deus, recupere o seu lugar na Criação. Que a mulher seja mulher em toda sua plenitude!!
A sociedade moderna está mergulhada no conceito de igualdade. Cada vez mais luta-se para equiparar o homem à mulher e vice-versa. Se a igualdade pretendida fosse em relação aos direitos civis, cuja necessidade é inegável, não seria, de fato, um problema. Porém, o que acontece é que esta sociedade moderna, eivada do relativismo cultural, quer é transformar a mulher no novo homem e o homem na nova mulher, invertendo e pervertendo os valores mais elementares.
Deus criou o homem e a mulher em igual dignidade, mas quis que houvesse uma diferença entre os dois gêneros. Esta diferença em “ser homem” e “ser mulher” faz com que exista uma complementariedade entre eles. Foram criados por Deus para formarem um conjunto, não um se sobrepondo ao outro, mas em perfeita sintonia um com outro. Lutar contra esse projeto, fazendo com que a mulher tente, por todos os meios, ocupar o lugar do homem é lutar diretamente contra o projeto de Deus, contra a natureza humana.
A liberação sexual promovida pelos métodos anticoncepcionais, longe de trazer a sensação de igualdade entre o homem e mulher, transformou a mulher numa máquina de prazer, pois agora ela sabe que pode ter uma vida sexual ativa sem a consequente gravidez. Não precisa ter compromisso com o parceiro, não precisa sentir-se segura ou amada. Ledo engano. O que se vê são cada vez mais mulheres frustradas, depressivas, olhando para trás e percebendo que estão vazias, correndo contra o tempo para manterem-se jovens, pois nada mais têm a oferecer que não o invólucro.
A liberdade da mulher, na verdade, transformou-se numa prisão. Hoje, elas se vêem presas a estereótipos ditados pela agenda feminista, cujo maior objetivo é destruir a essência da mulher, igualando-a ao homem. Transformando seus úteros em lugares estéreis e varrendo para debaixo do tapete o instinto natural da espécie: a maternidade.
Portanto, urge que cada mulher, criada à semelhança de Deus, recupere o seu lugar na Criação. Que a mulher seja mulher em toda sua plenitude!!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
ANO DA FÉ
CARTA APOSTÓLICA
SOB FORMA DE MOTU PROPRIO
SOB FORMA DE MOTU PROPRIO
PORTA FIDEI
DO SUMO PONTÍFICE
BENTO XVI
BENTO XVI
COM A QUAL SE PROCLAMA O ANO DA FÉ
“Maria, dá-nos Tua fé em Jesus-Eucaristia!” (“Tratado”, nº 214)
http://consagrate.com/destaque/carta-aos-consagrados-%E2%80%93-2012/
Carta aos Consagrados – 2012
“Maria, dá-nos Tua fé em Jesus-Eucaristia!” (“Tratado”, n. 214)
Venha a nós o Reino de Jesus Cristo, por meio do Reino de Maria!Em 2011, com o apoio de muitas obras católicas, tivemos a II Campanha Nacional de Consagrações a Virgem Maria, pelo método que São Luis Maria G. de Montfort nos ensina no seu maravilhoso “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, com o intuito de, através da Santíssima Virgem, conhecer, amar e adorar mais perfeitamente a Nosso Senhor Jesus Cristo, a Própria Hóstia Consagrada.O resultado foi muito mais impactante do que poderíamos ter sonhado: milhares de pessoas fizeram a sua Consagração Total a nossa Mãe Santíssima, e o “Tratado” finalmente passa a ser mais conhecido entre os católicos do Brasil.Comemoramos em 2012 os 300 anos do “Tratado”, e para isso esperamos uma Campanha ainda maior! Cremos que há uma Graça especial do Céu, reservada para este momento especial.
A missão dos novos consagrados apenas começou, pois estes que se consagraram serão aqueles que em 2012 auxiliarão na propagação da Consagração Total, para trazer mais almas para o Jardim do Imaculado Coração da Santíssima Virgem, e tantas mais que serão salvas pela Consagração destas. Para que o Seu Coração Imaculado Triunfe!
Muitos de nós esperávam que o Santo Padre Bento XVI convocasse para 2012 um Ano Mariano, sobretudo após o Cardeal Ivan Dias haver declarado publicamente que os pedidos para que houvesse o Ano Mariano haviam chegado ao Papa. Mas o Santo Padre surpreende, e convoca o Ano de Fé para 2012-2013.
Vivemos, pois, os 50 anos do Concílio Vaticano II, bem como os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, e é preocupação do Papa levar os católicos a uma unidade interna da Igreja em torno da fé. O Catecismo da Igreja Católica, pois, foi publicado pelo Beato João Paulo II, com a finalidade de formar os católicos na Doutrina Oficial da Santa Igreja, corrigindo as interpretações distorcidas. Urge, portanto, que o Catecismo seja conhecido e estudado pelos católicos.
Com o Papa, temos a alegria de abraçar o Ano da Fé, esperando um Ano Mariano quem sabe de 2016 a 2017, quando teremos o Centenário das Aparições da Virgem em Fátima (em 2017), e ao mesmo tempo, os 300 anos da morte de São Luis Maria Montfort (em 2016); inclusive a Jornada Mundial da Juventude cogita-se que seja no Santuário de Fátima.
No Ano da Fé, a Consagração Total pelo método de São Luis se apresenta, de forma especial, como meio maravilhoso de os católicos renovarem o compromisso com a fé recebida no Batismo, pois a Consagração implica em uma renovação das promessas do Batismo (ver “Tratado” n.126-130).
Olhamos, então, para a Santíssima Virgem como “a Primeira que Acreditou”; Ela é a Igreja Realizada, Modelo e Figura da Santa Igreja (Lumen Gentium, n. 63), de modo que, de alguma forma, o nosso SIM à Revelação Divina é um eco do SIM da Virgem Maria. Peçamos que Ela nos dê “parte de sua fé”, como São Luis fala no “Tratado” (n. 214). Crendo, foi “Mulher Eucarística na totalidade de Sua Vida” (Ecclesia de Eucharistia, n. 53), a Primeira que adorou Jesus-Eucaristia, no Seu Ventre e no Sacramento. Se oferecendo ao Pai Eterno, levou a Sua fé até as últimas consequências, e junto com o Pai, amou tanto os Seus Filhos que ofereceu o Seu Filho Único para que fôssemos salvos. Junto com Bento XVI, “à Mãe de Deus, proclamada “Feliz porque Acreditou” (Lc 11,20), confiemos este tempo de graça”. (Carta Apostólica Porta Fidei)
Enquanto isso, esperamos ansiosamente e rezamos pela canonização do Beato João Paulo II, o grande sinal da Consagração Total à Virgem Maria no nosso tempo.
Estamos com Pedro, estamos com o Papa, estamos com Maria. Estamos com a Igreja.
Algumas questões práticas:
Equipe Consagra-te – 02 de Fevereiro de 2012, Solenidade da Apresentação Senhor no Templo pelas Mãos Imaculadas da Virgem Maria
A missão dos novos consagrados apenas começou, pois estes que se consagraram serão aqueles que em 2012 auxiliarão na propagação da Consagração Total, para trazer mais almas para o Jardim do Imaculado Coração da Santíssima Virgem, e tantas mais que serão salvas pela Consagração destas. Para que o Seu Coração Imaculado Triunfe!
Muitos de nós esperávam que o Santo Padre Bento XVI convocasse para 2012 um Ano Mariano, sobretudo após o Cardeal Ivan Dias haver declarado publicamente que os pedidos para que houvesse o Ano Mariano haviam chegado ao Papa. Mas o Santo Padre surpreende, e convoca o Ano de Fé para 2012-2013.
Vivemos, pois, os 50 anos do Concílio Vaticano II, bem como os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, e é preocupação do Papa levar os católicos a uma unidade interna da Igreja em torno da fé. O Catecismo da Igreja Católica, pois, foi publicado pelo Beato João Paulo II, com a finalidade de formar os católicos na Doutrina Oficial da Santa Igreja, corrigindo as interpretações distorcidas. Urge, portanto, que o Catecismo seja conhecido e estudado pelos católicos.
Com o Papa, temos a alegria de abraçar o Ano da Fé, esperando um Ano Mariano quem sabe de 2016 a 2017, quando teremos o Centenário das Aparições da Virgem em Fátima (em 2017), e ao mesmo tempo, os 300 anos da morte de São Luis Maria Montfort (em 2016); inclusive a Jornada Mundial da Juventude cogita-se que seja no Santuário de Fátima.
No Ano da Fé, a Consagração Total pelo método de São Luis se apresenta, de forma especial, como meio maravilhoso de os católicos renovarem o compromisso com a fé recebida no Batismo, pois a Consagração implica em uma renovação das promessas do Batismo (ver “Tratado” n.126-130).
Olhamos, então, para a Santíssima Virgem como “a Primeira que Acreditou”; Ela é a Igreja Realizada, Modelo e Figura da Santa Igreja (Lumen Gentium, n. 63), de modo que, de alguma forma, o nosso SIM à Revelação Divina é um eco do SIM da Virgem Maria. Peçamos que Ela nos dê “parte de sua fé”, como São Luis fala no “Tratado” (n. 214). Crendo, foi “Mulher Eucarística na totalidade de Sua Vida” (Ecclesia de Eucharistia, n. 53), a Primeira que adorou Jesus-Eucaristia, no Seu Ventre e no Sacramento. Se oferecendo ao Pai Eterno, levou a Sua fé até as últimas consequências, e junto com o Pai, amou tanto os Seus Filhos que ofereceu o Seu Filho Único para que fôssemos salvos. Junto com Bento XVI, “à Mãe de Deus, proclamada “Feliz porque Acreditou” (Lc 11,20), confiemos este tempo de graça”. (Carta Apostólica Porta Fidei)
Enquanto isso, esperamos ansiosamente e rezamos pela canonização do Beato João Paulo II, o grande sinal da Consagração Total à Virgem Maria no nosso tempo.
Estamos com Pedro, estamos com o Papa, estamos com Maria. Estamos com a Igreja.
Algumas questões práticas:
- A data da conclusão da III Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria já está marcada: 08 de Dezembro de 2012, Solenidade da Imaculada Conceição. Como será em um Sábado, facilitará para que realizemos encontros de dois dias (08 e 09 de Dezembro) nas diversas cidades, realizando no Sábado a Consagração dos que houverem se preparado.
- Antes disso, poderemos marcar nas diversas cidades para o período entre Maio e Setembro (para haver tempo de divulgação) um encontro “Consagra-te” (onde se apresente a Consagração Total pelo método de São Luis), para a partir do encontro formarmos os grupos para de preparação, visando a Consagração em 08 de Dezembro.
- IMPORTANTE: Convocamos todos os Consagrados, dos vários grupos, movimentos e comunidades, para se unirem em oração conosco nestes empreendimentos, e para tomarem as devidas iniciativas para que estes eventos se realizem em suas cidades.
- Celebremos, solenemente, a memória de São Luis Maria de Montfort, no dia 28 de Abril, lembrando-nos dela em nossas Paróquias, Comunidades e Grupos, também como meio para propagarmos a Consagração Total.
- Convidamos, ainda, todos os Consagrados para nos encontrarmos no “Congresso Mariano” que se realizará na Canção Nova, em Cachoeira Paulista-SP, nos dias 4, 5 e 6 de Maio, onde estaremos reunidos para nos fortalecer, rezarmos juntos e propagarmos a Consagração Total.
Equipe Consagra-te – 02 de Fevereiro de 2012, Solenidade da Apresentação Senhor no Templo pelas Mãos Imaculadas da Virgem Maria
Semana Catequética para Antigos e Novos Catequistas
Você que é CRISMADO(A), CASADO(A) OU SOLTEIRO(A), que deseja trabalhar na evangelização de crianças, adolescentes, jovens e adultos, sinta-se convidado a participar desta semana catequética para os novos catequistas.
Período de Inscrições: até o dia 18 de Fevereiro.
Local: Secretaria da Paróquia (subsolo do santuário).
Obs.: Ficha de Inscrição preenchida!
Horário: Comercial
Semana Catequética: de 27 de Fevereiro à 02 de Março de 2012 às 19:15.
Material: Sagradas Escrituras, Catecismo da Igreja Católica, Caderno e Caneta.
Inscrição gratuita.
OBS: PARA PARTICIPAR DA PASTORAL CATEQUÉTICA, COMO CATEQUISTA, É OBRIGATÓRIO PARTICIPAR DESSA SEMANA DE PREPARAÇÃO.
Inscrições para Catequese 2012
Público: - Crianças (de 4 a 12 anos de idade completos até Dez/2011) batizados ou não.
- Adolescentes e Jovens (de 13 a 18 anos de idade completos até Dez/2011) batizados ou não.
- Adultos (de 19 anos de idade completos até Dez/2011) batizados ou não.
Período de Inscrições: 07 a 11 de Fevereiro de 2012.
Local: Centro de Evangelização de Fátima, 2º andar.
Horário: - 19:30 às 21:00 (terça a sexta);
- 09:00 às 11:30 e 15:00 às 17:30 (sábado).
Início dos Encontros: 10 de Março de 2012.
Celebração da Entrega das Sagradas Escrituras: 18 de Março de 2012 às 08:30.
Documentos (cópias) Necessários dos Catequizandos:
- Uma (1) Foto 3 x 4 (para todos);
- Certidão de Nascimento ou RG;
- Certidão de Batismo;
- Comprovante de Residência (conta de energia elétrica).
OBS.: A inscrição só será efetuada com a apresentação de todas as cópias dos documentos acima.
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